Audiência Pública discutirá a atual conjuntura e futuras políticas em Economia Solidária

A Assembleia Legislativa promove na próxima segunda-feira, 17, às 17 horas, uma Audiência Pública para debater a atual conjuntura  e o futuro das políticas públicas em Economia Solidária no estado do Rio Grande do Sul. O encontro entre trabalhadores solidários, entidades de fomento, assessorias universitárias e representantes do legislativo estadual acontecerá na Câmara de Vereadores de Pelotas (Rua XV de Novembro, 207). A necessidade do debate resulta da extinção da Secretaria Estadual de Economia Solidária e Apoio a Pequena Empresa (SESAMPE), dos possíveis cortes orçamentários relativas as ações da pasta e das indefinições que marcam o momento da gestão executiva do RS.

O evento faz parte da rodada de discussões surgidas a partir do estabelecimento da Subcomissão de Economia Solidária na Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Acontecerão, além do encontro em Pelotas, outras audiências públicas regionais e estaduais. Diversas entidades se somam a esse movimento como o Fórum Gaúcho de Economia Popular e Solidária (FGEPS), o Conselho Estadual de Economia Solidária, o Núcleo Interdisciplinas de Tecnologias Sociais e Economia Solidária da Universidade Federal de Pelotas (TECSOL/UFPEL), O Núcleo de Economia Solidária e Incubação de Cooperativas da Universidade Católica de Pelotas (NESIC/UCPEL) e movimentos sociais.

 A agenda prevista de atividades segue abaixo:

17.08 – Pelotas (17h, Câmara de vereadores)
24.08 – Santana do Livramento (17h, Câmara de Vereadores)
31.08 – Caxias do Sul (17h, Câmara de vereadores)
28.09 – Torres (local e hora a definir)
05.10 – Canoas (local e hora a definir)
26.10 – Porto Alegre (Plenarinho da Assembleia Legislativa, as 15 horas)

 

Coleção Bem da Terra: cooperação no artesanato e resgate do patrimônio sociocultural

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                Artesãs de diversos grupos da Associação Bem da Terra trabalham na confecção de uma coleção que visa destacar o patrimônio sociocultural e ambiental da região. As atividades são realizadas pelo núcleo de produção e buscam, através da autogestão, o compartilhamento de técnicas e materiais em um espaço coletivo. O lançamento da coleção está previsto para setembro desse ano.

                O núcleo de produção é formado por mulheres artesãs de vários empreendimentos econômicos solidários e grupos da Associação Bem da Terra. Sem interferir na produção de cada grupo, o núcleo une pessoas em uma forma específica de trabalho coletivo onde são empregadas e partilhadas técnicas para o desenvolvimento de um mesmo produto. Todo o processo fortalece a participação solidária e acontece duas vezes por semana na sala 202 L do prédio Santa Margarida.

                A característica principal da coleção de artesanato é a criação de itens com destaque para a identidade e flora local. Buscando o resgate/preservação de traços regionais em produtos com a utilização de técnicas artesanais seculares combinadas com novas tecnologias.

                O projeto é desenvolvido pelo Núcleo de Economia Solidária e Incubação de Cooperativas da Universidade Católica de Pelotas (NESIC/UCPEL) a partir de uma parceria entre a universidade, Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

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Um passo rumo à autogestão: encontro de consumidores debateu o futuro da Feira Virtual

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O primeiro grande encontro de consumidores da Feira Virtual Bem da Terra debateu duas questões centrais para a continuidade do projeto, a viabilidade econômica e a estrutura organizacional de gestão. A iniciativa que busca o fortalecimento do pacto entre cidadãos que produzem e vendem com os que compram e consomem ocorreu no Campus 2 da Universidade Católica de Pelotas, na tarde do sábado, 20 de junho. O evento foi organizado pelos núcleos universitários de assessoria, contou com a colaboração dos produtores da Associação Bem da Terra e a presença de, aproximadamente, 60 consumidores.

No primeiro momento do encontro o relato de duas produtoras demonstrou parte do significado da experiência de comércio justo e solidário em suas vidas. A agricultora, Leonor, do Movimento dos Pequenos Agricultores da Coxilha do Silveira, contou que está satisfeita com a Feira Virtual. Explicou que existem dificuldades no cultivo agroecológico que resultam em diferenças na aparência entre alimentos orgânicos e que recebem agrotóxicos. Ela, também, pediu para os consumidores sugestões e críticas sobre suas hortaliças e produtos processados que comercializa.

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Cátia Rejane, Grupo Sabor e Arte, disse que “no começo da feira eu vendia dois ou três pães, hoje tenho muitos pedidos e estou feliz com o trabalho”. Exaltando, o que na sequência foi apresentado pelos núcleos de assessoria, o crescimento da distribuição das mercadorias locais. Cátia, assim como Leonor, pediu sugestões e críticas a respeito de seus pães, bolos e outros produtos.

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Logo após as falas das produtoras, membros das incubadoras relataram suas experiências. Mana Gotardo, do Núcleo de Economia Solidária e Incubação de Cooperativas da Universidade Católica de Pelotas (NESIC/UCPEL) e Daniela Lumertz, do Núcleo Interdisciplinar de Tecnologias Sociais e Economia Solidária da Universidade Federal de Pelotas (TECSOL-UFPEL) representaram suas instituições. Ambas avaliaram positivamente os primeiros seis meses de atividades da Feira Virtual Bem da Terra.

Mana Gotardo relacionou os trabalhos anteriores do NESIC com a Associação Bem da Terra e sua importância na pesquisa e extensão universitária. Ela destacou a necessidade de buscar autogestão, pois assim as incubadoras poderão trabalhar em outras inciativas e continuar o processo de levar a economia solidária para mais espaços da sociedade.

Daniela Lumertz contou que “estamos completando sete meses de funcionamento da feira, os quais a feira pode ser colocada como um grande aprendizado, desde o contato com os produtores até a recepção da satisfação pelo trabalho. Gratidão é o sentimento que prevalece pelo processo estar se materializando e crescendo. Há, ainda, problemas de funcionamento, mas que são pequenos se pesados pela grandeza que a tarefa da feira é em si”, disse.

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Membros de 13 dos 20 núcleos de consumo responsável também manifestaram suas percepções a respeito da Feira Virtual. As avaliações demonstraram diferentes visões e arranjos da organização da iniciativa de agrupar consumidores conscientes e produtores solidários. O que foi comum nas falas dos consumidores foi uma interpretação positiva de todo o processo.

Alguns consumidores percebem que a Feira Virtual é uma proposta de comércio mais justa para os produtores. Lucas, do Núcleo de consumo UFPEL Porto, considera que o núcleo está bem articulado, “nas reuniões são colocadas algumas sugestões e é gratificante essa outra lógica de consumo, que valoriza os produtores e apresenta mercadorias com ótima qualidade”, explicou. Também houve registros de núcleos de consumo com dificuldades de articulação.

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Na sequência, o professor e membro TECSOL, Antônio Cruz, apresentou os dados contábeis da Feira Virtual e sua estrutura atual de organização. A partir dos dados apresentados, foi aberta a discussão sobre as possiblidades de manutenção e continuidade do projeto de comércio justo e solidário. Muitos consumidores participaram do debate que abriu novas questões e ideias.

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A discussão teve como ponto alto a adesão da proposta de transição por parte das incubadoras universitárias. Como parte de um caminho pela autonomia econômica e de gestão, foi proposta uma série de ações para integração dos consumidores nos grupos de trabalho que gerem a Feira Virtual Bem da Terra. Ela tem um cronograma que ainda sofrerá modificações conforme os processos de debate forem estimulados dentro dos núcleos de consumo.

A consumidora Alessandra, Núcleo Instituto Mário Alves, fez uma breve avaliação do encontro. Ela disse que “foi um momento importante para conhecer mais sobre a feira e para perceber o que é preciso fazer para continuar se desenvolvendo. Além da ideia de consumir alimentos saudáveis, a Feira Virtual é uma proposta política e eu estou feliz de estar participando”, finaliza.

Associação Bem da Terra na Fenadoce

A economia solidária está presente na Fenadoce 2015 através da comercialização dos pães, bolos, doces, biscoitos e do artesanato da Associação Bem da Terra. O estande da Rede Bem da Terra na tradicional feira gastronômica de Pelotas fica no galpão do CTG Estância Princesa do Sul. O ingresso na Fenadoce custa R$ 8,00 para o público geral e R$ 4,00 para estudantes. Horário de funcionamento é de segunda-feira à sexta-feira das 14 horas às 23 horas e nos sábados, domingos e feriados das 10 horas às 23 horas.

Reunião mensal debateu melhorias nas propostas de comercialização

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Membros da Associação Bem da Terra e dos núcleos de assessoramento debateram nessa segunda-feira, 18, formas de avançar em suas propostas de comercialização. Produtores urbanos e rurais tiveram a oportunidade de trabalhar na resolução de problemas específicos de suas atividades. O momento de discussão e construção coletiva faz parte do calendário anual de reuniões mensais da rede de empreendimentos de economia solidária.

O encontro foi dividido em dois momentos. Na primeira parte da atividade os produtores urbanos e rurais delimitaram o debate a questões inerentes a suas rotinas de trabalho. Já na segunda parte da reunião, os assuntos discutidos foram de encontro as formas de comercialização da Associação Bem da Terra, tais como: Feira Virtual, Feira Itinerante e Loja do Mercado Público de Pelotas. Na avaliação da maioria dos membros presentes a conversa foi positiva e está contida em um conjunto de ações que irá fortalecer o comércio justo e solidário na região.

Testes certificam ausência de doenças no leite de empreendimentos da Associação Bem da Terra

        Na última semana três grupos de economia solidária da Associação Bem da Terra receberam a visita do professor e veterinário, Luiz Felipe Damé Schuch, e de uma equipe que realizou testes diagnósticos em 43 bovinos. Todos os animais avaliados estão livres das bactérias causadoras das doenças brucelose e tuberculose.

       Os animais dos grupos Amoreza (18), Maciel (3) e Coxilha do Silveira (22) estão saudáveis segundo os testes já finalizados. A avaliação certifica a ausência dessas bactérias nos produtos lácteos, como queijo e doce de leite, comercializados pela Feira Virtual e em outras ações da Associação Bem da Terra. A iniciativa de fazer os testes foi decidida em reunião dos produtores rurais no dia sete de fevereiro desse ano. A decisão atende as exigências nacionais e faz parte de uma série de ações que visa melhorar a qualidade dos produtos agroecológicos.

Feira Virtual Bem da Terra foi assunto do programa Terra Sul

A Feira Virtual Bem da Terra foi pauta da equipe de jornalismo do programa de televisão Terra Sul, produzido em parceria pela Embrapa e Emater.  A iniciativa de comercialização de produtos agroecológicos oriundos de empreendimentos econômicos solidários foi acompanhada pela reportagem e exibida pelos canais TV Nativa e TV Brasil. O programa que retrata a rotina dos produtores e consumidores pode ser assistido no vídeo abaixo.

Ciclo 16 bate recorde em produtos distribuídos

O décimo sexto ciclo da feira Virtual Bem da Terra bateu recorde na última semana em relação ao valor de produtos distribuídos. Foram comercializados R$ 3.170, 31 em mercadorias oriundas de empreendimentos econômicos solidários nas 54 solicitações registradas. O ciclo anterior com maior distribuição de produtos foi o de estréia, em dezembro do ano passado, com R$ 2.358,25.

Graças ao crescimento na formação dos novos núcleos e ao respectivo aumento dos consumidores a expectativa é de que a Feira Virtual possivelmente baterá seus recordes de forma progressiva nos próximos ciclos. Com isso, mais pessoas poderão consumir alimentos orgânicos e outras mercadorias produzidas de forma socialmente justa, economicamente responsável e ambientalmente sustentável.

Feira Virtual distribuiu R$ 14.029,95 em mercadorias nos primeiros dois meses de 2015

A Feira Virtual Bem da Terra apresentou números positivos no começo de 2015, nos primeiros oito ciclos do ano foram distribuídos R$ 14.029,95 em produtos. Ao total, 26 empreendimentos econômicos solidários comercializaram suas mercadorias, sendo 19 deles locais e sete externos. A coordenação da feira tem expectativa de crescimento para os próximos meses, visto que janeiro e fevereiro fazem parte de um dos períodos de redução do comércio na região.

Em janeiro foram distribuídos R$ 6.594,63 em mercadorias para 55 consumidores responsáveis de 16 núcleos e, em fevereiro, R$ 7.465,32 para 50 membros de 15 núcleos. Nesses dois meses, 232 pedidos foram realizados com média de R$ 60, 47 por compra.

Somado os números de 2015 com os quatro ciclos do ano passo, a Feira Virtual totaliza R$ 22.280,57 em produtos comercializados.

Ampla participação na Assembleia Geral da Associação Bem da Terra

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Membros da Associação Bem da Terra

A Assembleia Geral da Associação Bem da Terra reuniu  cerca de 50 membros na segunda-feira, 23 de fevereiro, na Universidade Católica de Pelotas (UCPEL). Entre as pautas discutidas, merecem destaque a implementação da nova loja no mercado público, atualização do quadro de sócios, regimento interno e prestação de contas da Feira Virtual, entre outros assuntos pertinentes a rotina dos empreendimentos econômicos solidários.

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Prestação de contas da Feira Virtual

Os debates em relação a loja no Mercado Público de Pelotas seguem intensos e a expectativa do início das atividades de comercialização é ainda para o primeiro semestre de 2015. Boa parte dos membros está otimista com as novas ferramentas de comércio e consideram importante a ação. As definições pendentes para a implementação da loja estão relacionadas, especialmente, ao sistema de compartilhamento de despesas.

Novos sócios apresentaram demandas. Alguns membros do grupo Diversidade (recentemente admitido na Associação) propuseram que a feira na UCPEL passasse a ocorrer semanalmente. “Acredito que se tiver feira uma vez por semana, nossas vendas serão impulsionadas. Consideramos uma vez por mês pouco”, disse Elenise de Medeiros.  Ela acrescenta que o pedido aproxima a capacidade de produção e colheita das vendas.