Como Ofertar

Política de distribuição

Todos os produtos da Rede Bem da Terra são originários de empreendimentos de economia solidária. Se você é parte de um empreendimento ou conhece algum, entre em contato conosco. Se a produção é feita no Sul do RS, esse emprendimento pode associar-se ao Bem da Terra. Se não, ele pode tornar-se um fonecedor não-associado, dentro da política de pridoridades da Rede.

A ordem de prioridade da oferta de produtos é a seguinte:

– todos os empreendimentos associados têm garantida a oferta de seus podutos nas estruturas de comercialização da Rede;

– produtos que não sejam produzidos por empreendimentos solidários da região (por exemplo: erva-mate, café…) são trazidos de outras regiões do Estado, ou de outros Estados, desde que sejam comercialmente viáveis e que sejam produzidos por empreendimentos da economia solidária;

– produtores individuais devem associar-se a empreendimentos solidários para ofertar seus produtos.

– apenas produtos de excepcional contribuição à saúde, que tenham muita procura e que não sejam ofertados pela economia solidária podem – e apenas por autorização coletiva – ser ofertados (por exemplo: sal marinho, que não é produzido por nenhum empreendimento de economia solidária e que é ofertado no Armazém de Piratini).

Política de preços

Os preços dos produtos ofertados são definidos pelos produtores. Eles levam em consideração: seus custos de produção, os preços de produtos similares oferecidos no mercado e a margem de contribuição para a Rede, definida para cada estrutura de comercialização segundo os custos específicos de operação.

Atualmente, a margem definida para os produtos ofertados na feira é de 5% e no Armazém de Piratini é 25%. Isto significa que, na Feira, 95% do preço pago pelo consumidor retorna para o produtor e, no Armazém, 75% . No comércio convencional, o produtor costuma receber, em média, 50% do preço de venda ao consumidor…

O objetivo é acompanhar os preços de mercado, remunerando da melhor forma possível os produtores e os trabalhadores das estruturas de comercialização, sem afetar a capacidade de melhoramento e ampliação da Rede.

A redução de preços aos consumidores também é um objetivo, mas ele depende do desenvolvimento de tecnologias sociais que permitam aos empreendimentos solidários produzirem com custos inferiores aos atuais… Mas podemos ter esperanças em relação a isto, pois à medida que o consumo solidário se amplia, se ampliam também as pesquisas relacionadas às tecnologias sociais – como as técnicas de agroecologia, de reciclagem de produtos, materiais e energias alternativas, softwares livres…

Então, vale a pena somar mais um termo no nosso vocabulário: além de comércio justo, consumo solidário e economia solidária, guarde este também: tecnologias sociais.